O dono do bodoque

Volta às livrarias a obra completa de Wander Piroli, autor dos clássicos O menino e o pinto do menino e A mãe e o filho da mãe; escritor e jornalista mineiro também é tema de biografia.

Bodoque. Sabe bodoque? Isso: bo-do-que. Outro nome para estilingue. Uma forquilha do tamanho de um pulso; nas duas pontas de cima se prende um elástico; a ponta de baixo é segura pela mão. Você coloca uma pedra no elástico e puxa e – pimba! Lá se vai um passarinho, “desistindo de viver”, no falar de Wander Piroli, em seu livro O matador. O título pesado talvez leve o leitor a pensar em um escritor de policiais, tipo Marçal Aquino. Nada mais distante de Wander Piroli, que, apesar de ser um homem corpulento, alto, de voz tonitruante e mãos grandes a portar sempre uma cachaça e um cigarro, era um fofo. Fazia essa literatura em que vivem objetos estranhos à contemporaneidade, como o bodoque – instrumento mal manejado pelo narrador de O matador, cujo sonho é poder matar pardais como os meninos de seu bairro, Lagoinha, em Belo Horizonte. Só que, quando afinal consegue… Bem, melhor não contar ainda.

Lagoinha é o epicentro da literatura de Piroli: bairro de imigrantes italianos como ele, meio rural, meio boêmio, onde conviviam tipos marginais e tipos com o pé na roça – artistas, prostitutas, malandros e também sitiantes, pequenos negociantes, famílias e crianças, daquele tipo que jogava bola e empinava pipa no meio da rua. Morto em 2006, aos 75 anos, devido às sequelas de um AVC, Piroli está tendo agora um relançamento à altura. Os primeiros títulos pirolescos a irem às livrarias são o citado O matador, com belas ilustrações do genial Odilon Moraes – que tornou a obra quase uma história em quadrinhos –, e Três menos um é igual a sete, ilustrado pelo premiado artista Lelis. As rotativas também devolveram às livrarias o infantojuvenil O menino e o pinto do menino, que causou espécie quando foi publicado; Os rios morrem de sede, pioneiro a conjugar infância e ecologia; e A mãe e o filho da mãe, seu primeiro livro de contos. Quem quiser mergulhar a fundo, a obra e a vida do autor mineiro contam também com Uma manada de búfalos dentro do peito (Conceito), primorosa biografia escrita pelo poeta e jornalista Fabrício Marques.

Pungente, saborosa e simples como uma boa pinga de Salinas, a prosa de Piroli é plena de ternura – esta matéria-prima tão em falta nestes tempos histéricos. Mas, também como as melhores cachaças, é seca, aguda e cortante. (Não exagero na citação à aguardente: uma das marcas folclóricas de Piroli era guardar, debaixo da mesa em toda redação jornalística por que passou, um garrafão de cinco litros de manguaça.) Seu primeiro livro, publicado há pouco mais de 50 anos, escrito quando o autor tinha vinte e poucos, ainda é exemplar nessa depuração da escrita. “A mãe e o filho da mãe […] é todo ele um clássico”, elogia Luiz Ruffato, autor dos contos de Eles eram muitos cavalos. De fato, impressionam a densidade do volume e a intensidade de cada texto. Escritos nos anos 1950 e publicados em 1966, os contos foram reeditados furiosamente pelo autor – relatos publicados em seis páginas de jornais murcharam para duas páginas; descrições, adjetivos, advérbios e outras mumunhas foram cortados sumariamente. Uma escrita tão afiada que faz Ernest Hemingway e Dalton Trevisan soarem como autores barrocos.

O livro saiu no mesmo mês que o primeiro número do Suplemento ­Literário de Minas Gerais, mais antigo veículo de literatura em atividade no país. “Sua literatura era de uma tocante simplicidade (nunca simplória), entremeada com humor”, descreve Sérgio Sant’Anna, que também passou pelo Suplemento. Um condutor de bonde é forçado a trabalhar no dia da morte do filho; um homem leva os filhos para comer em um boteco; um homem morre debaixo de um viaduto; um passeio começa turístico e termina como documento social; um filho vê o pai violento chegar em casa e em seguida o vê apanhar de três homens; um casal conversa em um bar sobre um aborto; a mulher visita o marido no trabalho, que retrata passantes na rua; um velório termina em cachaça; um menino mendiga atenção de bêbados; um homem apanha da polícia por ser ateu; um homem se descobre homossexual; um homem angustia-se num quarto; um sujeito pesca; um procurador da República orgulhoso de ter estudado na Sorbonne; um homem tem uma relação ambígua com a mãe.

A edição atual é baseada na reedição de 1976, que traz três contos escritos nos anos 1970: “Os camaradas”, que, kafkiano em sua progressão terrível e burocrática, vai ao osso, quase só estruturado em diálogos, e trata de modo sutil da tortura no regime militar (transformado em curta, foi censurado); “Crítica da razão pura”, que traz uma reviravolta sobre o tema da violência; e “De um relatório policial”, que extrai de um BO a matéria-prima para um poema narrativo – forma que seria bastante explorada, anos depois, por Raymond Carver, outro autor dono de prosa enxuta e também profundamente identificado com as angústias da parte de baixo da pirâmide econômica.

Entre a rua e a máquina de escrever

A biografia de Fabrício Marques mostra que Piroli é desses escribas moldados no embate entre a literatura e o jornalismo. Ele precisava do segundo para sobreviver e do primeiro para respirar. A forma direta e objetiva do jornalismo embebia a linguagem de sua literatura, ao mesmo tempo que o olhar compassivo, cheio de empatia pelos personagens mais miúdos e invisíveis, acabava dando o passo de seu texto jornalístico – a biografia é pródiga em mostrar seu grande talento como criador de títulos, cadernos culturais e veículos. Piroli deixou uma marca extensa no jornalismo nacional.

Estreou como editor do semanário Binômio, em 1962 (que foi uma das grandes influências sobre O Pasquim, mais importante jornal cultural a vingar durante a ditadura). Depois foi redator-chefe no Última Hora, de Samuel Wainer; editor de O Sol – outra gazeta de jornalismo contracultural –; editor de polícia no Estado de Minas; editor no Suplemento Literário de Minas Gerais (veja o relato de Jaime Prado Gouvêa sobre sua revolucionária passagem); editor nos inovadores Jornal de Shopping e Jornal de Domingo; diretor do Diário de Minas e do Hoje em Dia. “Wander era anárquico e iconoclasta, e no jornalismo não foi diferente”, escreve Marques. “Promoveu, em todos os veículos pelos quais passou, uma desrepressão não só da linguagem jornalística, mas da linha editorial, do design às pautas. Mulheres, negros, homossexuais – com muitos anos de independência, abriu espaço para minorias e desvalidos.”

Na literatura infantojuvenil, Piroli foi também um precursor. Sua obra-prima atende por O menino e o pinto do menino, livro de 1975 que é um dos grandes clássicos da literatura infantojuvenil brasileira, traduzido para vários países. A divertida e melancólica história de um menino que quer criar um pintinho em um apartamento foi violentamente atacada pelos conservadores de seu tempo, por causa da linguagem despojada e pelo título maroto. Mesmo assim, foi um sucesso desde a primeira edição, tendo sido reeditada dezenas de vezes. Ignácio de Loyola Brandão, parceiro de aventuras, conta sobre o impacto do livro em seu lançamento. “Conheci Wander quando participamos juntos de uma mesa na noite de literatura na Semana Contra a Censura, no Teatro Casa Grande do Rio de Janeiro, em 1975”, lembra o autor de Não verás país nenhum. “Partilhamos várias mesas, de cinema, teatro, artes plásticas, bares etc. Pela primeira vez durante a ditadura todos se juntaram para protestar contra a censura. Na primeira fila do teatro a polícia ia anotando tudo. Ainda não havia gravadores. Escreviam furiosamente. Na mesa, o mais calmo era Wander.”

Brandão se diverte ao lembrar de Piroli – bonachão, emendando uma história atrás da outra com sorrisos, cigarros e copos – desfiar uma saraivada de impropérios contra a censura e a ditadura: os policiais se mexiam inquietos, não sabiam se levantavam e o prendiam ou se riam. “Foi ali o início de uma amizade que prosseguiu com muitos encontros em Belo Horizonte e em algumas cidades mineiras, quando íamos em conjunto lançar nossos livros”, lembra o escritor. “Eu publicara Cães danados, infantil, e ele O menino e o pinto do menino. O carro-chefe foi o livro de Wander. Criou polêmica e celeuma: o título enganador provocou a ira dos moralistas e as editoras e autoras tradicionais ficaram putas da vida”. Brandão aponta que, mesmo usando um título safado, Piroli contava uma história sobre sustentabilidade.  “Foi um pioneiro, mas nem ligava. Íamos aos bares, porque BH é puro bar, e ele tomava sua cachacinha (deveria dizer cachaçona) e não parava de contar histórias”, recorda Brandão.

“Direto, incisivo, incapaz de cultivar aflições estéticas nem existenciais, o mineiro Wander Piroli pertence ao que está mais embaixo, junto com os outros, preocupado com os problemas rasteiros da sobrevivência”, disse dele João Antônio – a quem Piroli era tão comparado a ponto de ser chamado de o João Antônio mineiro. É que, ao lado de suas histórias infantojuvenis, o prosador mineiro, também repórter como o escritor paulista, afiava o ouvido nas histórias do submundo. Seus contos, de fatura perfeita, estão em títulos sagazes que pulavam aos olhos do leitor distraído, como A máquina de fazer amor (1980) e Minha bela putana (1985) – este, uma alta ode ao baixo meretrício. De fato, é possível apontar uma linha evolutiva nas formas breves da ficção brasileira, atenta às classes populares e também a uma linguagem tão rica quanto exata, que vai de Lima Barreto ao jovem Geovani Martins, passando por Antônio Fraga, João Antônio, Plínio Marcos e Wander Piroli.

“É preciso olhar e ouvir a vida antes de falar dela, essa é a verdade de sua literatura. O que a torna importante. Necessária. Essencial”, ensina Marçal Aquino, também um prosador egresso do jornalismo que se destaca por títulos de impacto, como Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios. “Jornalista de fé, Wander Piroli tinha um ouvido infernal para o alarido das ruas, e os diálogos em seus textos soam com a familiaridade da conversa que acabamos de ouvir, durante o cafezinho, no balcão do bar”, lembra Marçal. Ao juntar concisa e liricamente cachaças, tiros, amores, peixes e bodoques, Wander Piroli criou um universo que pede para ser redescoberto já, como se não houvesse amanhã. Com aquela sensação de amor violento pela vida ou, como ele dizia, “com uma manada de búfalos dentro do peito”.

Um dedo de prosa – e de cana – com Piroli

Autores mineiros, ou quase, dão seu depoimento sobre o dono do bodoque

SÉRGIO SANT’ANNA

O Wander era um cara muito simpático, afetuoso com os amigos, mas não transigia com a perigosa burguesia da época difícil, da ditadura militar. Sua literatura era de uma tocante simplicidade (nunca simplória), entremeada com humor. Tirava seus personagens, em geral, da gente do povo e era um puta de um jornalista, atividade que permitia que ele se aproximasse desse mesmo povo, inclusive editando as páginas de polícia. Durante algum tempo foi secretário de redação do Suplemento Literário de Minas Gerais, aberto para nossas colaborações de escritores jovens. Quando quiseram censurar textos para o ­Suplemento, ele simplesmente pediu demissão e a imprensa mais reacionária tentou de todos os modos atacá-lo e ao jornal. Fui colega dele como professor na Escola de Comunicação da PUC Minas e uma coisa bacana que ele fazia era levar os alunos para a redação do Estado de Minas, colocando-os em relação direta com os fatos do cotidiano e das pautas de polícia. Escrevendo esse textinho agora, senti saudades do Wander, nunca esquecendo que ele era também um excelente escritor e é importante que estejam redescobrindo-o agora.

LUIZ RUFFATO

Contista da envergadura de um João Antônio, com ele aliás mantém alguns pontos convergentes, como a linguagem coloquial e o universo marginalizado. A primeira vez que tive um livro de Piroli foi A máquina de fazer amor. Era estudante em Juiz de Fora (MG), já havia falar sobre ele, mas nunca o tinha lido. Fiquei encantado com a linguagem, com o lirismo, com o recorte social. Depois disso, tentei acompanhar a breve carreira. Li os livros já editados e depois os que foram saindo, inéditos, após sua morte. A mãe e o filho da mãe, para mim, é todo ele um clássico.

MARÇAL AQUINO

Jornalista de fé, Wander Piroli tinha um ouvido infernal para o alarido das ruas, e os diálogos em seus textos soam com a familiaridade da conversa que acabamos de ouvir, durante o cafezinho, no balcão do bar. É preciso olhar e ouvir a vida antes de falar dela, essa é a verdade de sua literatura. O que a torna importante. Necessária. Essencial.  Descobri a literatura do Wander em 1977 naquela hoje legendária edição da revista Realidade – Malditos Escritores!. Tinha o Wander e um timaço – João Antônio, Marcio Souza, Aguinaldo Silva, Tânia Faillace, Chico Buarque, Marcos Rey e o Antônio Torres. Os contos, todos, fustigavam a ditadura, mas o do Wander me encantou por sua poesia seca e seu derramado humanismo. Fui atrás dos livros dele, li até os juvenis. É um dos grandes contistas da literatura contemporânea. Meu conto favorito, entre tantos, é o “Crítica da razão pura”, por onde transita um personagem recorrente nas narrativas, o advogado Doutor Fontes. Há uns anos, homenageei-o com uma molecagem. Recitei de memória, para os alunos do curso de literatura brasileira da Sorbonne, o conto “Um da Sorbonne”, que é uma pequena joia da concisão e da precisão em olhar os que nos rodeiam. Grande Wander!

ANA ELISA RIBEIRO

Muitos autores e autoras seriam importantes para a literatura brasileira, não fossem tão apagados, tão esquecidos. Mas por quem? Quais são as instâncias que nos fazem “lembrar” das coisas? Escola, mídias, boca a boca, os próprios livros? Seria legal que os autores fossem importantes para os leitores, e não exatamente para a literatura ou para a historiografia. O Piroli tem livros importantes que foram clássicos, lidos por muita gente, tal como O menino e o pinto do menino. Sustentar a literatura e a memória dele significa manter as edições de suas obras, falar sobre ele, debater sua obra, mantê-lo sendo lido. A literatura dele é suficientemente boa para merecer isso, compondo a miríade de vozes bacanas da nossa literatura. Conheci seus livros por meio do Joca Reiners Terron, que o elogiava muito. Entrei no universo dele com a curiosidade de quem também quer aprender a ser escritora.

JAIME PRADO GOUVÊA

No início da minha carreira de escritor, quando tudo que eu tinha era alguns contos pretensiosos e uns poucos prêmios em concursos universitários, surgiu uma vaga de revisor no Suplemento Literário de Minas Gerais e fui convidado para preenchê-la. A redação era composta de nomes como Murilo Rubião, Humberto Werneck e Adão Ventura, e frequentada por Sérgio Sant’Anna, Luiz Vilela e muitos outros que deixaram suas marcas nas letras nacionais. Vim a conhecê-lo pessoalmente no início de 1975, quando, por indicação do Murilo, ele passou a dirigir o Suplemento. Era um cara extremamente simples e sem frescura, que tentava fazer um jornal simples e sem frescura numa época ainda pesada por causa da ditadura e da vigilância reacionária dos antigos proprietários da intelectualidade mineira. Durou apenas cinco meses a administração Piroli, o bastante para deixar sua visão arrojada de jornalismo literário.

Por causa de sua “saída”, a turma que até então fazia o Suplemento deixou de colaborar, um hiato que duraria uns oito anos até que, em 1983, com a posse de um novo governo, Murilo Rubião foi nomeado diretor da Imprensa Oficial e fez questão de trazer de volta o pessoal que ainda permanecia em Minas para refazer o Suplemento. Estávamos levando o jornal numa boa, quando, numa bela tarde, o Wander entrou na redação, foi até a minha mesa e, antes que eu falasse qualquer coisa, ordenou: “Me passa esse livro que está aí dentro da gaveta”. Lá estavam os originais do meu Fichas de vitrola, quatro anos correndo atrás de editora. Ele me disse que passaria o livro ao editor Pedro Paulo Sena Madureira. No dia seguinte, este me chamou para um papo e me comunicou que editaria meu livro. Sem o coração do Wander, imenso como seu corpanzil e seu talento, eu nunca sairia das edições regionais que encerraram tantas promessas literárias entre nossas montanhas.

SÉRGIO FANTINI

Em seus contos para adultos, Piroli radicalizou, ao lado de, por exemplo, Dalton Trevisan, a síntese do texto e o protagonismo para as pessoas simples, os cidadãos anônimos, os trabalhadores sem visibilidade, e isso sem perder a potência literária, criativo sempre, e o lirismo, a emoção que a vida tem escondida no cotidiano banal. Duas historinhas sobre ele:

Em 1986, eu estava trabalhando há um ano na então Secretaria de Cultura e Turismo da prefeitura de Belo Horizonte e a assessoria de imprensa da Belotur, empresa municipal de turismo, passou a funcionar no mesmo andar. Um dia, bato ponto pela manhã e vejo, pelo vidro da divisória, Wander Piroli ali, concentrado nas teclas da máquina de escrever. Comentei com um colega meu: “Bicho, aquele ali é o Wander Piroli!” E o sujeito respondeu: “Dizem que é um aspone, em vez de trabalhar fica fazendo literatura.” Eu pensei: “Ainda bem.”

Realizando uma oficina de leitura numa biblioteca pública municipal para um público de uma mãe e um filho, meio da tarde, só nós três e a bibliotecária. O jovem com uma enorme má vontade de estar ali. A mãe logo explicou que ele tinha acabado de sair de uma internação por uso de drogas e, agora, “graças a Deus”, estava só bebendo um pouco. Pessoas muito simples, sem leitura, atenderam ao convite só para ocupar o tempo ocioso dele. Calculei que A mãe o filho da mãe causaria um impacto forte e positivo, que nos proporcionaria boa conversa. Acertei na veia, mas na paralela. À medida que o rapaz ia assimilando a história, começou a falar de sua avó; da relação do seu pai com a avó; de como ele ficava triste quando seu pai bebia e discutia com ela. Foi um momento de iluminação para nós três: mãe e filho, por conseguirem rever fatos de suas vidas por meio da literatura; eu, por confirmar a potência de um conto bem escrito.

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Ronaldo Bressane

Ronaldo Bressane

Ronaldo Bressane é escritor e jornalista. Publicou, entre outros, Metafísica Prática (Oito e Meio) e Sandiliche (Cosac Naify).

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