Editorial #14

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Depois de cinco anos publicando a Ponto, de forma um pouco intermitente e com uma periodicidade irregular, é verdade, seguimos na busca por um modelo de subsistência que garanta que projetos de estímulo à leitura, à escrita e a nossa produção cultural como um todo consigam encontrar seus caminhos.

A Ponto nunca se pensou uma revista de crítica literária e cultural, mesmo que isso por vezes apareça em suas páginas. Mas se propõe, sim, a representar um veículo que levante questões e discorra sobre temas e movimentos com um tratamento leve que aproxime o leitor sem afastar a profundidade do tema.

Admiramos e apoiamos formalmente outros veículos de informação que trazem a literatura como centro e sentido, tais como o consagrado jornal Rascunho e a novíssima revista Quatro cinco um, pois acreditamos que cada um deles, a sua maneira e com objetivos bem definidos, busca o aprofundamento crítico e a formação intelectual de nossos leitores.

O nosso objetivo é a formação cultural de nossa sociedade em todas as frentes possíveis: criando nossos próprios produtos e coleções, fomentando em escolas e bibliotecas o interesse pela leitura de crianças e jovens, estimulando outros produtos de comunicação.

Com esse mesmo propósito, lançamos as seções Ponto do Conto e Ponto do Novo Contista. No entanto, excepcionalmente neste número, não publicamos nenhum novo contista por conta do exíguo número de trabalhos que nos foram submetidos. Acreditamos que a produção literária está intimamente ligada ao hábito de leitura, além de trazer consigo outros fatores que estimulam a formação intelectual e emocional do ser humano, por isso não estamos descontinuando essa seção, mas provocando os novos autores brasileiros para que nos submetam seus trabalhos para serem publicados na Ponto e, quem sabe, – com perdão do trocadilho – representarem um ponto de partida para suas trajetórias literárias.

 

Uma ótima leitura!

 

O Editor

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