Editorial #13

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A revista Ponto em seu 13º número amplia sua tiragem e consolida sua distribuição nos principais polos de cultura da cidade de São Paulo e, por meio dos Centros Culturais do SESI-SP, se lança também para o interior do Estado. Esse movimento busca claramente ampliar o nosso alcance e encontrar cada vez mais leitores que nos aproximem de nosso objetivo primordial, que é o de facilitar o acesso à cultura e à literatura. Mas também pretendemos com isso trazer novos parceiros para a publicação para que possamos, sempre e cada vez mais, ampliar o nosso público.
Neste número, trazemos a entrevista com os revolucionários da ficção científica, Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, que se utilizaram da linguagem das HQs para propor novos caminhos e ideias inovadoras, aliás, numa época em que tudo o que se fazia em termos de arte era inovador e buscava romper com os padrões, os famigerados anos 1960 e 1970. Neles muita coisa foi criada e muitas delas ainda não conseguiram ser superadas. Neste mesmo período, alguns dos maiores nomes da literatura propuseram caminhos e estéticas que ajudaram a formar as gerações subsequentes, alguns dos quais a SESI-SP Editora reedita a obra paulatinamente, buscando trazer à tona todas as inovações propostas e provocar novas, como poderá ler na matéria “Olvidados”.
Um artigo que vale destaque é sobre um nunca olvidado autor colombiano que inaugurou e estabeleceu um gênero na literatura mundial, Gabriel García Márquez, que tem o seu livro Cem anos de solidão comentado de forma criativa e provocativa, bem ao estilo do escritor Ronaldo Bressane. Ainda na esteira dos grandes nomes da literatura latino-americana, Bianca Santana escreve uma matéria sobre alguns dos autores negros de nossa literatura, buscando dialogar com a temática proposta pela FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), que, neste ano, tem como autor homenageado Lima Barreto.
Por fim, a revista faz uma justa homenagem ao grupo LaMínima, que comemorou seus vinte anos de trajetória com uma mostra do repertório, uma exposição e um novo espetáculo aqui em nosso Centro Cultural FIESP. Domingos Montagner e Fernando Sampaio marcaram o cenário do teatro e da arte circense de forma definitiva no Brasil. Montagner partiu, mas deixou um legado sem tamanho incorporado por Sampaio. A ausência de Montagner provoca muita saudade nos amigos que, como este editor que escreve, conviveu com ele desde o começo da carreira do LaMínima e viu o sucesso fortalecer a humanidade e o caráter de ambos os integrantes do maior menor grupo de circo do mundo.

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