Editorial #10

por

Lá se vão quatro anos desde a publicação debutante, quando decidimos levar aos leitores assuntos que mereciam e merecem ser esmiuçados. Nos últimos meses nos vimos forçados a modificar a periodicidade trimestral da revista Ponto e postergar o simbólico número 10. O recente acordo da SESI-SP Editora com a editora Cosac Naify, que implicou uma reformulação em nosso catálogo, já seria motivo suficiente para explicar esse hiato. Acresce-se a isso a nossa vontade de lançar esta edição comemorativa com novos títulos em mais uma participação da Editora na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Cultural como sempre, esta edição traz apontamentos sobre música, artes cênicas, pintura, literatura e cinema, contemplando nosso objetivo de facilitar o acesso, abrindo e propondo novos caminhos para a cultura pura e para a literatura.

A entrevista com Gabriel Villela, homem de teatro apaixonado por aquilo que faz, conta sua trajetória nos palcos, fala do lugar que o teatro tem em sua vida e revela escolhas de sua próxima peça, Peer Gynt, que estreia no Teatro Popular do SESI-SP neste ano.

O escritor Luiz Brás, inspirado pelas aventuras do famoso Barba Azul recontadas por Anatole France, apresenta as verdades provisórias em versões alternativas, em que autores revisitam textos de outros escritores para dar seu ponto de vista sobre o mesmo assunto.

O ponto de vista de Salvador Dalí sobre a obra máxima de Dante Alighieri é tema da matéria A Dalí o que é de Dante, que traz aquarelas resultantes de pedido do governo italiano ao mestre catalão.

O doutor em Letras pela USP, Carlos Martin, analisa as agruras do mercado editorial e aponta diferenças entre momentos históricos. Nelson de Oliveira, por sua vez, compartilha suas impressões das transgressões dos anos 1960 e 1970, o tal “pandemônio criativo” que marcou época. Em entrevista à Ponto, Eduardo Alves da Costa, um dos expoentes dessa geração, revela o lado dos rebeldes que insistiram em lutar por aquilo em que acreditavam, criando obras-primas, hoje consideradas clássicos da literatura.

Os famosos quadrinhos franco-belgas possuem três representantes incontestáveis: Tintim, Asterix e Spirou. Sérgio Codespoti analisa cada um deles e explica como suas histórias, cheias de curiosidades, estão entrelaçadas.
Por fim, conversamos com o pianista Arthur Moreira Lima sobre suas peregrinações culturais pelo estado, e também percorremos a filmografia contemporânea do cinema dinamarquês.

Uma ótima leitura!

O Editor

Send to Kindle
Editorial

Editorial

Colunista

Leia também

Editorial

O fim do autodidatismo na dramaturgia brasileira

por

Curiosamente, reli o primeiro artigo que escrevi em 2008 (e que a revista Ponto disponibiliza aqui aos leitores), “Os limites […]

Editorial

Editorial #16

por

A revista Ponto está expandindo o seu alcance e este número que estamos lançando na Flip (Festa Literária Internacional de […]